O Castelo de Edimburgo tem a reputação de ser um dos locais mais assombrados da Escócia. Edimburgo em si, tem sido chamada a cidade mais assombrada de toda a Europa. Em várias ocasiões, os visitantes do castelo relataram aparições, um baterista sem cabeça,  espíritos de prisioneiros franceses da Guerra dos Sete Anos e prisioneiros coloniais da Guerra Revolucionária Americana – até mesmo o fantasma de um cachorro vagando nos jardins do cemitério.

Investigação no Castelo de Edimburgo

O Castelo de Edimburgo, que foi erguido entre o mar e as colinas, é uma fortaleza histórica, com partes de mais de 900 anos de idade. As celas de sua antiga masmorra, local de mortes incontáveis, poderiam muito bem ser um lugar eterno de agitação para numerosos espíritos. Outras áreas de Edimburgo também têm reputação fantasmagórica: as abóbadas subterrâneas de South Bridge e uma rua abandonada chamada Mary Kings Close, onde vítimas da praga da Peste Negra foram seladas para morrer.

De 6 a 17 de abril de 2001, esses três pontos foram objeto de uma das maiores investigações científicas do paranormal já conduzidas – e os resultados surpreenderam muitos dos pesquisadores.

Como parte do Edinburgh International Science Festival, o Dr. Richard Wiseman, psicólogo da Universidade de Hertfordshire, no sudeste da Inglaterra, contou com a ajuda de 240 voluntários para explorar os locais supostamente assombrados em um estudo de 10 dias. Escolhidos dentre visitantes de todo o mundo, os voluntários foram conduzidos em grupos de 10 através das cavernas, que possuíam câmaras assustadoras e úmidas. A equipe de Wiseman estava preparada com uma série de equipamentos de alta tecnologia, como visores térmicos, sensores geomagnéticos, sondas de temperatura, equipamentos de visão noturna e câmeras digitais.

Uma das Câmaras no Interior do Castelo de Edimburgo assombrado
Uma das Câmaras no Interior do Castelo de Edimburgo

Cada um dos voluntários foi cuidadosamente examinado. Somente aqueles que não sabiam nada sobre as lendárias assombrações de Edimburgo puderam participar, mas no final do experimento, quase metade relatou fenômenos que eles não podiam explicar.

Wiseman tentou ser o mais científico possível sobre o estudo. Os voluntários não foram informados sobre quais celas ou abóbadas particulares tinham alegações anteriores de atividades estranhas. Eles foram levados para locais com a reputação de serem assombrados, bem como os que não tinham histórico de atividades. No entanto, o maior número de experiências paranormais dos voluntários, foi relatado nas mesmas áreas que tiveram atividades paranormais.

Experiências Relatadas Incluídas

  • quedas repentinas de temperatura;
  • vislumbre de figuras sombrias;
  • sensação de estar sendo observado;
  • uma pessoa relatou uma sensação de queimação no braço;
  • presença invisível tocando o rosto; e
  • a sensação de algo puxando a roupa.

Um dos avistamentos relatados, foi de um espectro com um avental de couro – um fantasma que já tinha sido visto antes no mesmo local. Wiseman, um cético que no passado tentou expor os mitos de várias assombrações britânicas, admitiu sua surpresa com os resultados. Ele disse:

Os eventos que vêm ocorrendo nos últimos 10 dias são muito mais extremos do que esperávamos

Um dos experimentos mais interessantes da noite, envolveu trancar uma jovem mulher em uma das abóbadas da Ponte Sul, sozinha – uma experiência que a levou às lágrimas. A voluntária foi colocada na sala com uma câmera de vídeo para poder gravar o que via, ouvia ou sentia. Segundo Wiseman:

Quase que imediatamente, ela relatou ouvir uma respiração vinda de um dos cantos da sala, que ia ficando mais alta. Ela pensou ter visto um flash ou algum tipo de luz naquele canto, mas não quis olhar para trás

A única evidência concreta eram algumas fotografias digitais que apresentavam anomalias como pontos densos de luz e neblina estranha. Duas fotos mostraram um globo verde que ninguém conseguia explicar.

Conclusões Sobre as Investigações no Castelo de Edimburgo

Wiseman tomou o cuidado de não tirar conclusões específicas sobre essas áreas supostamente assombradas. Muitas das experiências podem ser atribuídas a reações psicológicas comuns ao ambiente enervante. Mas talvez não todas. “Devo salientar que estes são apenas resultados iniciais”, disse Wiseman, que admite ter medo do escuro, “mas já estão parecendo bastante interessantes”.

O que Wiseman achou mais intrigante é o fato de que a maioria das experiências dos voluntários ocorreu nas próprias salas que tinham a reputação de serem assombradas, mesmo que não soubessem disso. A questão é: por quê?

Pode ser algo bastante trivial, como amortecimento ou frio, e estamos fazendo medições físicas para medir a temperatura do ar, o movimento dele e os campos magnéticos.

Embora os resultados científicos do estudo de Wiseman sejam até agora inconclusivos, o que talvez seja mais encorajador talvez seja que os cientistas começaram a dar a essas possibilidades paranormais a atenção que merecem.

Você visitaria o Castelo de Edimburgo mesmo sabendo que ele é mal assombrado? Nós sim! Abraços Sombrios!

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