Quando eu ouvi essa história pela primeira vez, achei que era “conversa pra boi dormir”, sabe? Eu não sou sensitiva, nunca tive uma religião muito definida, mas, vida que segue.

Na época em questão, eu namorava um moço e ele gostava muito de me levar pra passear. Certo dia, estávamos passando de carro por perto dos trilhos da Estação Ferroviária de Ourinhos, e do nada, ele me confidenciou ouvir/ver fantasmas e outras aparições naquele local. Eu achei que aquilo fosse apenas uma forma do subconsciente dele expressar um trauma, uma desilusão ou uma perda. Enfim, algo particular da vida dele.

Então ele me contou a seguinte história:

­- Você sabia que, lá por 2003/2002 teve um boato de um pessoal que jogava RPG por aqui e fizeram o sacrifício de uma menina?
A primeira coisa que eu fiz foi dar um “sermão” nele:

-AFF! Por que RPG sempre é considerado do mal? Eu jogo e gosto! Essas coisas que envolvem satã e pactos ou tudo o mais que leva as pessoas a acreditarem que RPG é coisa do demônio; é fantasia de gente ignorante.

Ele soltou uma risada e ficou quieto.

Passados alguns dias, eu estava conversando com uma amiga, a M., e ela me confirmou a história. Não foi o RPG que matou a menina, claro, mas foi o que fizeram com ela (tem gente doida pra tudo)! Disseram que ela havia descumprido uma regra do livro que eles estavam usando (mas, não vou citar qual para não dar ideias).


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Na última sessão a garota foi estuprada e morta na linha do trem por todos os participantes. Ela ficou desaparecida por um tempo, mas como era menor de idade, a polícia não precisou esperar as 24h de praxe para procurá-la. Quando finalmente encontraram a menina, viram o estado terrível no qual se encontrava.
Com certeza, ela sofreu muito antes de ser assassinada.

Quando eu fiquei sabendo daquilo, falei pro meu boy e ele me disse que escutou gemidos e lamentos da menina nos trilhos do trem. Segundo ele, ela pedia uma carona, ou alguém que a levasse de volta para casa.

Provavelmente esse espírito não sabe que morreu – ele me disse.

Eu, como boa cética, perguntei como ela teria morrido e ele me descreveu todos os detalhes macabros que essa amiga tinha me contado. Eles não se conheciam, ou seja, não tiveram contato um com outro.

Resumindo, toda a vez que tenho que passar perto dos trilhos do trem, eu imagino essa menina, seminua, confusa e desnorteada por aí, sem saber o que aconteceu.

Não sei se é verdade ou não, só sei que tem pessoas que usam qualquer artifício para fazer o mal a outrem. Mas, o que me deixa mais triste, é que os pais dela se mudaram dessa cidade e, o espírito (se é que realmente o que me disseram for verdade), está vagando sozinho por aí.

Outro fato macabro é que, sempre que alguém dá “luz alta” durante à noite perto do trilho, há um reflexo (não sei os termos técnicos) que cega as pessoas momentaneamente e elas juram, de pés juntos, que veem uma garota correndo de volta para os trilhos do trem. Inclusive já teve até jornal falando sobre isso.

Eu sou cética, mas curiosa e, pesquisando sobre o assunto mais a fundo, descobri em alguns livros que, quando a morte é muito traumática, o desencarnado não consegue ir para onde deveria ir. Então, é possível ela ainda estar procurando por ajuda perto da linha do trem? Eu gostaria mesmo de saber.

Os envolvidos nesse “jogo” nunca foram presos. Por serem menores de idade na época, tiveram as identidades mantidas em sigilo e todos se mudaram da cidade. Um ou outro dizia conhecer os rapazes, mas acho que era apenas pra tentar ganhar um pouco de fama em cima do assassinato da moça. Acredito que seja um dos maiores mistérios da cidade.

E aí, o que achou dessa História de Terror ‘O Assassinato na Linha do Trem’? deixe sua opinião aí nos comentários. Abraços Sombrios!

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Categorias: Histórias de Terror

Maylah Esteves

Maylah Esteves

Doutoranda em estudos literários pela Unesp e ecritora principalmente de terror em formação pela Hard Cover ministrada por André Vianco e pela Margareth Brusarosco.

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