Me chamo Dani, tenho 18 anos de idade e moro em Brasília.

Aos meus 4 anos de idade tive que enfrentar uns dos meus momentos mais difíceis, a separação dos meus pais!

Minha mãe foi embora, mas voltou um tempo depois e levou a mim e meus 2 irmãos a um parque de diversões. Eu achava que iria continuar morando com o meu pai, mas depois do passeio no parque, fomos a um lugar estranho, um lugar que eu nunca tinha visto.

A viagem demorou bastante e, chegando lá, um casal de idosos nos cumprimentou. Foram bem simpáticos até. Daí, recebemos a notícia de que iríamos morar com eles. Desde de pequena sempre fui bem observadora, tudo em minha volta sempre foi importante, sempre dei atenção aos os mínimos detalhes.

Em primeira instância, conversávamos no quintal da casa, que era fechado. No canto havia uma mesa cheia de santos de todos os tipos e do lado da mesa tinha uma casinha branca. Até parecia de bonecas, mas tinha uns santos negros lá (conhecidos como pretos velhos). Era uma casa Espírita, Umbanda na verdade e, a partir daquele momento, minha vida mudaria completamente.

Eu era muito pequena, mas muitos traumas que tive foram por causa dessa casa que, além de grande, sempre me assustava e muito. Eu ouvia o arrastar de chinelas no chão, me sentia observada, sentia alguém atrás de mim. Sempre que andava por essa casa, vultos brancos, pretos, vozes que me chamavam, eram recorrentes. Isso acontecia sempre, de manhã, à tarde e e o pior, até mesmo na hora de dormir. Não importava se estivesse sozinha ou não, sempre ia dormir tremendo de medo.

Tenho vários relatos sobre o que passei lá!

Mas um até hoje me faz tremer de medo!

Não lembro exatamente minha idade na época, mas acho que eu tinha uns 6 pra 8 anos de idade. A dona da casa era uma idosa que eu tinha que chamar de Vó (de consideração). Ela gostava bastante de mim e dizia que eu era igual à ela.

Cuidou muito bem de mim, da minha mãe e dos meus irmãos. Essa velha sempre me deu presentes (Bonecas, Ursos e etc), sempre quando eu a agradava fazendo os afazeres da casa, bem como lavar a louça ou o banheiro.

Em um dia comum, o marido dela tinha saído com meus irmãos. Minha mãe estava trabalhando na casa da filha dessa Idosa. Ela aparentava ter uns 55 a 60 anos de idade, era um pouco gorda e sempre pintava o cabelo de vermelho vinho.

Ficamos só nos duas na casa enorme. Ela gostava de economizar energia, então sempre apagava todas as luzes da casa. Era de tarde, umas 15h mais ou menos e tinha um pouco de claridade no quintal da frente da casa e o dos fundos. Ela estava no quintal da frente costurando naquelas máquinas de costura barulhentas. Eu estava com ela, sentada no chão, brincando com um pedaço de pano meio florido que ela deixou cair e, como de costume, ela me pediu para pegar água pra ela.

Sempre que me pedia pra pegar alguma coisa, eu ficava com raiva, pois tinha muito medo de andar pela casa sozinha.

Levantei e fui pegar a água dela. Já sentindo alguma coisa atrás de mim, passei pela sala. Logo depois havia um corredor, que me dava muito medo. Nesse corredor, tinha uma porta à esquerda que era o quarto do casal de idosos e, do lado direito tinha 3 portas. A primeira era do quarto onde eu dormia, a segunda era do banheiro e a terceira era de um quarto onde guardavam algumas coisas estranhas. Nunca entrei naquele quarto, pois sempre ficava trancado. A porta do quarto do lado esquerdo estava aberta, a do meu quarto e a do banheiro também.

Toda vez que passava por esse corredor, sempre sentia alguém atrás de mim e eu, toda vez que dava um passo, olhava rapidamente para trás, pra ver se realmente tinha alguém. Até que enfim cheguei à cozinha.


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Depois dela tinha um outro quintal pequeno onde, segundo eles, ficavam os santos maus e os animais que criávamos. Mas eu não sabia que eles estavam ali para morrer futuramente.

O filtro de barro onde tinha a água, me deixava de costas para o corredor. A velha sempre gostava de tomar um “copão” de água e o filtro demorava um tempo para encher aquele copo. Porém, naquele dia, o filtro estava de “pirraça”. Ele praticamente só pingava e, de repente, me bateu uma angústia. Começou a ventar forte no quintal dos fundos. Foi então que fiquei com mais medo ainda.

Quando estava quase no fim do copo, senti alguém avançando rapidamente por trás de mim. Olhei muito assustada. Eu já estava tremendo de medo e sabia que, se eu quebrasse aquele copo, iria apanhar muito, pois aquela velha era bem severa. Segurei o copo com muito medo e, com bastante força, andei rapidamente pelo corredor. Daí que senti novamente a sensação de que alguém estava se aproximando Assim que cheguei na sala, olhei pro corredor, e vi uma garotinha parada na porta do meu quarto. Acho que ela percebeu que eu a estava enxergando. Eu tentava de todas as formas ver o rosto dela, mas estava todo embaçado. Até que percebi que ela não tinha um rosto.

O meu coração começou a acelerar e eu suei frio, mas ainda segurava o copo com firmeza. Então comecei a perceber cada detalhe da menina. Ela era menor que eu, estava de Maria-Chiquinha com dois lacinhos, um em cada lado. Seu vestido era antigo, parecia vestido de boneca. Seu sapato era tão brilhante. Tinha laços no vestido e nos sapatos mas, o mais estranho de tudo, era que ela estava toda de branco branco. Com certeza era um espírito.

De primeira, quis correr dali, mas mantive a calma e pensei comigo mesma: “Isso não é real!”, pois lembrei de uma aula da minha professora que falava que a mente humana produz muita coisa que achamos estar vendo, mas na verdade é tudo fruto da imaginação.

Então dei as costas, mas quando olhei pra trás de novo a menina já tinha sumido. Com um susto, a avistei saindo correndo do meu quarto em minha direção. Ela era rápida! Ela empurrou minha mão com força, o que me fez soltar o copo imediatamente. Com uma gargalhada de criança, demonstrou se divertir com aquilo.

Tive que limpar a sujeira do chão e fui pegar a água da velha novamente. Quando cheguei com a água dela, relatei tudo que tinha acontecido, então ela me disse que era minha Santa Iansã, a “Deusa Guerreira” querendo se comunicar, pois a Santa se transformava em criança. Isso me deixou sem reação, mas a velha disse para que eu não me preocupasse, pois esse tipo de coisa acontecia normalmente. Assim, ela me deixou mais tranquila.

Nunca mais vi essa menina, mas sentia sempre alguma coisa atrás de mim quando andava pela casa. Depois de um tempo, minha mãe me relatou ser médium desde de criança e me disse que sempre via essas coisas que aconteciam naquela casa.

Atualmente moro com meu pai. Saí do Centro Espírita com 12 anos de idade por conta própria, pois não queria mais continuar ali.

Na época, minha mãe já tinha alugado uma casa pra gente não ficar morando de favor na casa desse pessoal.

Já são 6 anos longe daquele lugar. Nunca mas vi, ouvi ou senti essas coisas.

Assim que saí de lá, conheci uma igreja evangélica e tudo isso ficou para trás e hoje, já nos meus 18 anos, me sinto aliviada de não sentir mais essas coisas paranormais.

Posso dizer que a sensação de ver algo assim é horrível. É muito maior que um simples medo. Seu corpo tenta reagir, mas sua mente diz que aquilo está ali.

A pior coisa disso tudo, é tentar encontrar uma resposta concreta e se acalmar, mas isso mexe com você de todas as formas possíveis. É simplesmente aterrorizante. Parte disso pode ser culpa da minha mãe, que me ofereceu para o (Ogum) quando eu era recém nascida.

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